[MÚSICA] Maroon 5 – “Overexposed World Tour”

Neste domingo (26/08), a banda Maroon 5 encerrou o total de 4 shows pelo Brasil em São Paulo, na Arena Anhembi. Em meu site anterior (Fechado pela WordPress), postei minha experiência no show do Green Day do ano passado (2011) e, mesmo passado muito tempo do evento, o relato gerou certa repercussão. Assim, inicio declarando que daqui pra baixo você vai ler conteúdo pessoal e não uma matéria manipuladora de opinião a respeito das bandas envolvidas ou infra-estrutura do evento, ok? Bora lá…

Ingresso na mão!

O que dizer sobre o Maroon 5? Sou fã dos caras há, mais ou menos, 10 anos. Esta é, se não me engano, sua 4ª aterrissagem em solo nacional e… Meu primeiro show da banda. Apesar de sempre gostar muito desse som, não me entrava na cabeça pagar o preço exigido pra ver um show deles numa casa de shows. Não é papo de fã, é a real (Caso contrário, o Anhembi não teria lotado). De qualquer forma, entendi que a hora era agora e ia ver se a banda mandava tão bem nos palcos quanto nos álbuns. A apreensão pelo show começou por volta de Junho, se não me engano. Graças a minha namorada (Rê, eu te amo!), na madrugada que o site da LivePass liberou os ingressos ao público em geral, tinha meu lugar garantido na Pista Premium da bagaça! Agora, era questão de esperar… Até domingo passado.

Moves Like a TooeLhama

Saimos de casa por volta de 18h. Apesar de rápido percurso, nele montamos nossas setlists do show ideal dos caras, certos que a maioria das preferidas (Lê-se “lado B”) estariam de fora espetáculo dali a pouco. Ao chegar, notava-se grande movimentação na fila de pista comum e um puta vácuo na premium. Foi o primeiro agradecimento ao “Grandão” que fiz na noite! Quando entramos, vi materiais e ações promocionais da SKY por todos os cantos. Um deles era uma espécie de “Song Pop” só com músicas da banda, premiando quem acertasse a sequência musical com uma camiseta semelhante a que o Adam usa no clipe de “Moves Like Jagger“. Acertei tudo e ganhei. LIKE A BOSS! Compramos umas Ruffles, fotografamos num painel semelhante ao do clipe citado anteriormente e fomos procurar lugar na pista que já estava enchendo. Pouco tempo depois, o primeiro dos três shows da noite começou!

Eu não sou o Thiaguinho não, pô!

Javier Colon, vencedor da primeira temporada do reality show “The Voice” e  integrante do time que o vocalista do Maroon 5 liderou, para muitos foi a surpresa da noite. Simpático e com talento singular, o cantor cantou algumas músicas autorais e arriscou algumas versões de outras que apresentara no programa, como “Time Afer Time” da Cindy Lauper. No pouco contato, agradeceu as outras duas bandas pela oportunidade de estar num show tão grande e cometeu a cagada de cantar “Ai Se Eu Te Pego“, seguido de maneira uníssona pela platéia. Uma ou outra música depois, Javier encerrou sua performance com outro cover que embalou a maioria dos casais da arena: “Fix You“, do Coldplay. De certo, o cara ganhou uma nova gama de admiradores após as apresentações no país. A próxima banda a “tomar o palco” é conhecida por aqui: O Keane. Se você for fã da banda, o post chegou ao fim pra você.

Minha cara durante o show do Keane.

Quando um pano subiu com o título “Strangeland” iluminado, imaginei que o show seria melhor que o anterior para, então, atingir o ápice com a banda que me levou á Arena. Sinceramente, não podia estar mais enganado! Sem a menor presença de palco, o vocalista tentou empolgar o público “pouco receptível”. Os singles bem executados no país foram cantados pela maioria das pessoas, mas o saldo geral do show foi negativo. Conheço casos de pessoas que foram pra ver essa banda em específico e acho que é assim que tem que ser mesmo, mas não foi meu caso. Próximo onde fiquei tinha um grupo em especial com gritos ultrassônicos a cada término de música dos caras. Não tenho nada contra banda, só que o show foi chato pra caralho. Os melhores momentos da apresentação pra mim foram em “Is It Any Wonder?“, “Everybody’s Changing” e “Somewhere Only We Know” e quando ele virou as costas pra sair do palco. Dali em diante era só alegria: O Maroon 5 tava chegando!

Quem tá acordado levanta a mão aê!

Ao som moedas e locutores de ligações interurbanas, a banda aos poucos subia ao palco até que, por fim, Adam Levine anunciasse o início do show cantando “Payphone“. Nesse momento em especial, o público todo veio pra frente e eu que já estava perto, acabei vendo o show mais perto ainda. Com a letra da música na ponta da língua, o público acompanhou a emenda de “Don’t Stop ‘Till You Get Enough” do rei do pop, Michael Jackson com “Makes Me Wonder“. Queria ver até onde a set se igualaria com a das outras capitais.

Na sequência, “Lucky Strike” (O possível terceiro single do álbum “Overexposed“) mantinha o gás do público em alta para entregar dois grandes sucessos da banda: “Sunday Morning” e “If I Never See Your Face Again“. Era indescritível ver todo aquele mar de gente cantando comigo, a plenos pulmões, minhas músicas preferidas… Até que aí apareceu uma das músicas que deixaria de fora do último álbum (Do show, então): “Wipe Your Eyes“. Acho irritante demais a introdução que se repete no meio da música e não entendi o que eles quiseram fazer quando entraram no estúdio com ela. Sei que é uma parada pessoal mesmo já que minha namorada pira nessa música. Gosto musical é o cú do ouvido, certo?

De repente, a primeira balada da noite chegava com “Won’t Go Home Without You” e não fora seguida “Never Gonna Leave This Bed” como nas outras cidades do país (Nem aqui, nem em qualquer outra hora do show). O vocalista levou esta de forma acústica, de maneira mais intimista possível. Os acordes mudaram também no primeiro sucesso da banda, “Harder To Breathe” e deram início ao bloco mais animado da noite, composto por “Wake Up Call“, “One More Night“, “Hands All Over“, “Misery” e o hino “This Love“. Logo após, a banda saiu por poucos minutos do palco e voltou para um bis fodido!

A coisa já começou quando a banda inverteu papéis e Adam ficou na bateria enquanto o guitarrista assumia os vocais para cantar “Seven Nation Army” do The White Stripes!! Animal!! Logo após, um dos momentos mais esperados pelo público feminino finalmente chegou: Com direito a dedicatória do vocalista, “She Will Be Loved” invadia a Arena Anhembi e foi uma das vezes que mais vi mulher chorando na vida. Sério. Acho que nem em enterro de malandro! Foi um dos pontos altos do show pra quem, assim como eu, estava de acompanhado. Apesar do relato anterior, o ambiente atingiu o ápice do romantismo nessa hora com beijos por todos os cantos. Logo após, a banda tocou “Stereo Hearts” e Adam surpreendeu mandando a rima anteriormente performada pelo Gym Class Heroes. O cara é um artista completo, não há dúvida sobre isso.

A próxima e última canção do último álbum apresentada foi a boa “Daylight“. Prefiro ela a “Lucky Strike” que single, falando nisso. Viu-se algumas pessoas com cartazes sobre esta música, bem legal. A sequência veio com uma espécie de mashup de “Don’t You Want Me” do Human League e (!) “SexyBack” do Justin Timberlake! GENIAL! Tudo isso para entregar com chave de ouro o grande hit da banda: “Moves Like Jagger“. Foi impossível ficar parado e não cantar refrão a refrão dessa música que é uma das minhas favoritas todas! FODA!

Nos contatos com o público, Adam Levine esbanjou simpatia e bom humor: Agradeceu o público, elogiou a beleza das mulheres, confessou que não manja nada de português e que pretende aprender algumas frases na próxima visita ao país. De saída, entregou que o show de São Paulo foi o que a banda teve seu recorde de público: 35 mil pessoas. Uma vez mais, ele agradeceu o público paulistano por participar daquela que era uma noite histórica para banda. Após encerrar o show com a camisa da seleção brasileira, o público já ficara tentado a um futuro show da banda e, pelo saldo apresentado pelos mesmos, ele não demorará a acontecer afinal, São Paulo fixou-se na carreira da banda mais forte que qualquer tatuagem que seu vocalista imprima na pele.

Valeu Maroon 5!

Anúncios

2 comentários em “[MÚSICA] Maroon 5 – “Overexposed World Tour”

  1. Amei seu texto e fiz vários “ohns” no meio dele! Hahaha. A frase do final ficou sensacional.

    Sim, foi MUITO tenso ver que os ingressos estavam esgotados em minutos, e ficar apertando F5 que nem louca, pra graças ao “Grandão”, alguém desistir e 2 lindos ingressos virem pra nós! E fala sério, andar sendo encarado na fila da premium foi engraçado!
    Tirando a cáca de cantar aquela músiquinha sem vergonha, o show do Javier. E até que não achei o show do Keane chato, gosto mais da banda agora, até.

    E sim, ouvir “Wipe Your Eyes” ao vivo foi lindo. Amei do começo ao fim o show do M5. (Há, principalmente um beijo durante She Will Be Loved) Ohhhn. Te amo vida!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s